sábado, 17 de julho de 2010

Abū Nasr al-Fārābi (Persian Islamic philosopher, 870–950)



Estudou em Bagdá e Harran, viveu na Síria e no Egito, e estabeleceu-se depois na corte do soberano de Alepo, Saif al-Daoula.
Al-Farabi, que inaugurou a grande linha de filósofos muçulmanos da Idade Média, se interessou tanto por química, ciências naturais, física quanto por ética, ciência política e filosofia da religião. Foi também um bom músico e seu Grande livro da música colocou-o entre os principais teóricos do assunto. A palavra portuguesa alfarrábio é uma simples alteração do seu nome.
Na filosofia dizia-se ao mesmo tempo influenciado por Platão e Aristóteles e considerava que as doutrinas dos dois mestres da Antigüidade, longe de serem opostas, se complementavam. Al-Farabi formulou, com uma clareza até então desconhecida, a distinção entre a existência e a essência. Retomou a teoria aristotélica sobre a eternidade do mundo, o que lhe causou dificuldades com os círculos islâmicos ortodoxos. Mas o próprio Al-Farabi não separava a religião da filosofia e se servia de termos do Alcorão para traduzir os conceitos de filosofia grega.
Grande parte de sua obra é dedicada à política e à economia. Em seu tratado Epístolas sobre as opiniões do povo ou Estado modelo, o filósofo apresentou uma utopia platônica na qual a sociedade é comparada com um grande corpo único que estenderia suas ramificações à totalidade dos homens.

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